Tantra e yoga

Quero começar mês de setembro falando o pouco sobre tantra.

A primeira vez que tive contato com a filosofia do tantra não dual, foi no primeiro curso de formação de yoga e lembro te me sentir muito animada. A ideia central do tantra é que tudo acontece neste plano é por um bem maior, é a união, o amor e o principio masculino e feminino juntos.


Em sânscrito, Tantra significa a trama do tecido, a trama de uma tapeçaria que se estende. Em sua origem o Tantra nada tem a ver com sexualidade, uma visão distorcida da filosofia trazida para o ocidente ainda no período da colonização britânica na Índia.

O tantra representa a ideia de que tudo está conectado, entrelaçados.

O que une tudo é o poder divino (Shakti) energia feminina relacionada ao poder da criação (fertilidade) da mulher e da terra. Está dentro e fora de cada um. No tantra a figura do poder de criação esta centralizada na Devi e não nega a participação de mulheres nas práticas de yoga.

No ocidente, o Tantra acabou sendo bastante atrelado ao sexo . É verdade que o Tantra indiano usa práticas de natureza sexual, mas é apenas um dos seus múltiplos aspectos.

Dentre os objetivos humanos listados nos textos clássicos está indicado que as pessoas podem buscar a libertação espiritual (moksha), a ação correta no mundo (dharma), riquezas (artha) e/ou prazer ou desfrute dos sentidos (kama), aqui surge a relação com sexo, do texto KAMA SUTRAS.

O Tantra, como prática, leva a uma transformação interna que permite ver além das aparências e perceber a realidade divina em tudo, a conexão. Tudo que existe pode ser utilizado como um meio para entrar em contato com a Divindade, nada é errado ou impuro desde que tenha desenvolvido a atitude espiritual correta. O praticante do Tantra pode vivenciar a perfeição em tudo.



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